segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Chapter 1 - Big Green Eyes

Hello!

Essa é a minha primeira vez postando algo original, então sejam gentis comigo. Espero que gostem.

À minha beta Nelly: eu não seria absolutamente nada sem você.


Mais nas notas finais (:


. Sugestão de música: The Smiths - There Is A Light That Never Goes Out

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Caminhei com Osvaldo pelas ruas pouco movimentadas da nossa nova cidade.

Era parte de um ritual nosso - assim que nós chegávamos a uma nova cidade, eu o levava para um passeio pelo o que seria o nosso "lugar" pelos próximos meses.
Havíamos nos mudado tanto nos últimos meses, que dificilmente poderíamos chamar algum deles de lar.

Eu tinha sorte de tê-lo comigo, e sabia disso.
Um cachorro normal não agüentaria o ritmo de constantes mudanças as quais meu trabalho me submetia.
Mas Osvaldo não tinha absolutamente nada de normal - nunca teve.
Afaguei a cabeça do meu Boxer, que procurava o melhor lugar pra se enrolar sob a mesa que encontramos no restaurante do pequeno centro comercial da cidade.

Uma garçonete bonita, na casa dos 20 anos, balançou os cabelos antes de se aproximar de mim, com um sorriso nos lábios; E eu já estava gostando dessa cidade.

“Você é novo aqui.” Ela sorriu descaradamente.

“Somos.” Eu respondi, sorrindo e acenando para Osvaldo embaixo da mesa.
Vamos lá, amigão, faça sua mágica.
Osvaldo roncou mais alto e continuou a dormir. Revirei os olhos e e me fixei na garota novamente.

“Nós chegamos a algumas horas.”

Ela riu, e tirando um bloquinho e uma caneta do bolso, e continuando o interrogatório costumeiro.

“Então você é o empreiteiro da obra do novo shopping de quem tanto se fala. É um prazer conhecer você...”

Ela se interrompeu sugestivamente.

“Noah.” Eu respondi. “E não, eu sou apenas o engenheiro.”

Ela ainda sorria.

“Noah... Lindo nome, lindo sorriso.” A garota lançou seu melhor olhar sedutor pra mim. “Seja bem vindo. Se você quiser conhecer a cidade, eu estou à disposição.”

Ela apontou para a placa brilhante sobre o peito.

Caroline.

Eu sorri.

“Vou me lembrar disso.”

Caroline anotou meu pedido, e piscou pra mim, antes de ir em direção a próxima mesa.
Me abaixei para desenrolar a bagunça que Osvaldo havia feito entre sua coleira e minha cadeira.

E foi quando eu vi pela primeira vez, algo realmente encantador naquela cidade.

Ela era pequena e delicada; Seus cabelos claros estavam amarrados num rabo-de-cavalo solto, e ela se esticava na ponta dos pés, tentando soltar o sino da porta acima de sua cabeça.

Ela não usava nada mais que uma calça jeans, sapatilhas e uma camiseta qualquer. E mesmo assim, ela era –absolutamente – a coisa mais linda que eu já havia visto em toda a minha vida.

Eu provavelmente a encarei mais tempo do que consegui perceber, e me assustei quando a garçonete apareceu colocando meu almoço a minha frente.

Ela insistiu no sorriso brilhante, e eu tentei lembrar o nome dela.

“Obrigado, Catherine.” Falei.

Seu sorriso morreu.

“É Caroline.” Ela disse friamente, antes de se virar e sair.

Ops.

Voltei a me focar no meu almoço, e tentei esquecer a garota se esticando sobre a porta azul.

Eu simplesmente havia esquecido o resto do mundo enquanto observava seu corpo gracioso se mexer a redor da porta daquela loja.

Ela não era a primeira garota bonita que eu via.
Havia garotas bonitas por todas as cidades que passei. A minha vida era a estrada, e tinha sido desde que eu conseguia me lembrar.

Perdi meus pais aos17 anos. Não era fácil naquela época, e ainda não é.
Nunca se sabe quando eles vão partir, e eu aprendi isso da forma mais difícil.

Depois da morte deles, fui morar com minha avó.
Ela era a melhor, mais compreensiva e bondosa pessoa que eu já conheci. Me apoiou durante toda a minha carreira – mesmo quando ela exigira que eu passasse tanto tempo longe de casa.

Minha garganta se apertou quando o rosto enrugado e carinhoso de minha avó cruzou meus pensamentos.

Agarrei o celular em meu bolso e esperei a ligação ser completada.


“Alô?” Sua voz cruzou a linha.

Eu sorri antes que pudesse perceber.

“Olá, vovó.” Eu respondi.

“Querido!” Eu quase pude ouvir o sorriso que se espalhava no rosto dela

“Como está a nova cidade?”

“Nova.” Ela riu comigo. “Osvaldo e eu acabamos de desempacotar as coisas no apartamento novo.”

“Então, se eu me lembro bem da tradição, vocês estão procurando o tipo de comida menos saudável existente na cidade, certo?” Eu gargalhei ao telefone “Eu posso apostar que ele está nesse momento desacordado no chão de onde quer que vocês estejam.”

“Alguém andou usando a bola de cristal ultimamente.” Eu comentei.

Minha avó respondeu num tom leve, mais ainda triste.

“Nada de bola de cristal. Eu só conheço bem os meus garotos.”

Apertei o telefone com mais força.

“Eu sei, vovó. Me desculpe.” Respondi às palavras não ditas. Ela sentia minha falta.

“Nada pra se desculpar. Essa é sua vida, meu querido. Eu nunca esperei nada menos incrível de você.” Vovó respondeu - o orgulho indisfarçável em sua voz. “Apenas é meu papel de avó, continuar rezando pra que você encontre uma razão pra ficar aonde quer que seja.”

Eu sorri em silêncio, e meus pensamentos vagaram automaticamente para a garota da porta azul, sem que eu pudesse entender o porquê.

“Sabe” Vovó continuou “Você não está tão longe de casa pela primeira vez em meses. Sua velha avó espera alguma visita no fim de semana.”

O prospecto de que só alguns quilômetros me separavam de tudo que eu tinha como família, me animou.

“Pode apostar.” Eu respondi.

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Após terminar meu almoço, deixando uma gorjeta absurdamente alta para garçonete de quem eu já havia esquecido o nome novamente – o que me tornava duplamente babaca - eu e Osvaldo continuamos nossa caminho.

Nós descemos a rua lentamente, e meus pés me levaram automaticamente até aquela porta azul.
Uma pequena placa com os dizeres “Nelly Books” pendia acima da entrada.

Isso trouxe automaticamente um sorriso ao meu rosto: Ela gostava de ler.

Eu abri a porta e o sino que antes ela tentava descer mais cedo, caiu logo acima de mim espalhando o som pela loja.

A livraria era confortável; Sofás e cadeiras se espalhavam por todos os lados, e eu conseguia ver um café no fim da loja;
Havia no canto um espaço com pequenas mesas e cadeiras, mais coloridos que o resto do lugar que eu presumi ser um espaço pras crianças.

Claramente as pessoas iam ali pra passar seu tempo, e não apenas pra comprar livros.

O som de The Smiths ecoava através da loja, quando uma voz doce me tirou do transe.

“Graças a Deus, alguém com uma altura decente pra tirar esse sino do lugar!”

Meus olhos a encontraram; de costas pra mim, sobre uma escada, retirando algum livro da prateleira mais alta.

Ela se virou e me encarou com os maiores olhos verdes que eu já havia visto.

Ela não era a primeira garota bonita que eu via. Mas havia algo diferente sobre ela.

Ainda olhando para mim, ela perdeu o equilíbrio sobre as escadas e caiu.

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Oi, de novo (:

Algumas considerações finais.

- 1º: O título da história vem da música I'M HERE, by SIA.

- 2º: O título do capítulo vem da múscia I'M FALLING IN LOVE FOR THE LAST TIME, by LEE, MACDOUGALL.

- 3º: Se vocês estiverem se perguntando sobre o nome curioso do cachorro de Noah, tem uma explicação simples: O Osvaldo realmente existe. Ele é uma coisa grande e fofa, criado pelo meu amigo Dan Luiz. Se vocês tiverem a curiosidade de conhecê-lo, é só me dizerem nas reviews.
É, EU IMPLORO: REVIEWS PRETTY PLEASE? .-----.
Eu pretendo postar um capítulo por semana, toda quinta-feira. Serão 30 capítulos ao todo.
Noah e Sophie é uma história que eu criei com muito carinho, e realmente espero que vocês gostem.

Eu queria agradecer muuuuita gente, e não quero ser ingrata, mas sei que vou esquecer muita gente também.
Novamente à minha Beta linda, Nelly: mil obrigados NUNCA serão suficientes.

À Família loka e linda, sem a qual eu não existo nem faço sentido.

Às minhas surtadas lindas May, Mi, Mary, Bruh e Fê por todo o apoio sem o qual essa história não sairia do papel.

Às minhas Double D's D1 e D2 pelas risadas de sempre.

Eu amo mesmo vocês.
E se você leu até aqui, você me ama mesmo.

Obrigada (:


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