segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Chapter 2 - Still Don't Know What Love Is

Oláaaaaaaa povo e povaaaaa. o/

*LEIAM ATÉ O FINAL NOTAS MUITO IMPORTANTES

É com muita alegria que eu entro aqui pra lhes dar uma notícia ótima o/.

Segundo capítulo da nossa fic linda postado now.

Eu como beta da fic, quero pedir mil desculpas pra vocês leitoras e leitores pelo atraso. Murphy realmente não está do lado da nossa escritora e muito menos da sua beta e problemas técnicos nos atormentaram a semana toda. Como vocês sabem o capítulo era pra ser postado na quinta,mas por motivos maiores não conseguimos. Nossa escritora tem alguns probleminhas básicos e gosta de matar a beta aqui de preocupação e de me deixar doida.

Por favor, você que está lendo seja gentil e deixem uma rewiews falando do tanto que você está gostando da fic pra ver se a nossa escritora LINDA para de surtar. E além dos surtos da escritora de querer apagar tudo meia hora antes de postar porque acha que está uma bosta (é,ela faz isso), eu não tive tempo de betear essa semana.
E PEÇO MIL DESCULPAS POR ISSO, se quiserem matar alguém esse alguém que deve ser morto sou eu.
Ok ok ok. Vou parar de tagalerar e deixar vocês lerem mais um capítulo de nossa história linda e se apaixonarem mais um pouco por Noah e Sophie ♥.

*-* Se deliciem e não esqueçam de comentar ok? Precisamos de fogo pra continuar com essa história e os comentários de vocês são o combustível.

Muito obrigada pela atenção de lerem essa meu pequeno livro,mas quem me conhece sabe da minha mania de tagalerar.

Façam bom proveito de mais um capítulo de "I'm Here".

Nelly (a beta)
Ps.: Nota da autora e mais algumas coisinhas no final.

. Sugestão de música: Metric - Gimme Sympathy (Acoustic Version)

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Eu não consegui alcançá-la antes que ela já estivesse no chão, e me debrucei sobre a garota inconsciente tentando acordá-la.

“Ei!” Procurei em algum lugar onde pudesse tocar sem machucá-la mais. “Acorde, por favor! Deus, eu nem mesmo sei o seu nome!”

Eu estava prestes a começar a gritar como uma garotinha por socorro, quando ela recuperou a consciência.

Segurei seu pescoço para que ela pudesse se apoiar, enquanto retirava alguns dos livros debaixo de suas costas.
Ela piscou algumas vezes, retomando o foco, e então seus lábios rosados se abriram.

“Essa é definitivamente a melhor trilha sonora que existe.”

Eu tenho muita certeza de que a minha expressão confusa deve ter falado por mim, porque rapidamente ela se postou a explicar.

“A música...” Ela falou, fixando o olhar no meu. “É a trilha sonora de 500 days of...”

“500 days of Summer.” Completei com um sorriso. “Você está certa, é definitivamente a melhor trilha que existe. E você devia se casar comigo.”

Eu só percebi o que havia dito, quando as palavras saíram de minha boca.
E para meu próprio espanto, eu não me desesperei; tudo com aquela garota estranha, era incrivelmente natural.

"Eu devia ? E por que?”
Ela não fez esforço pra sair de meus braços e eu sinceramente não a queria longe dali.

“Qualquer garota que acorde de um desmaio dizendo isso, deve se casar comigo.”

Eu sorri meu melhor sorriso.
Ela sorriu pra mim também, e eu estava entregue.

“Desculpa, eu vou precisar ser mais que qualquer uma.”
Ela tentou se levantar uma vez, e eu a segurei mais perto.

“Você não pode se levantar.” Falei. “Você ficou inconsciente, eu não posso deixar você se levantar. Na verdade, eu deveria te levar ao hospital...”

“Ah não!” Ela protestou. “Ok, eu não vou me levantar. Mas eu não vou ao hospital, isso é exagero.”

“Não é exagero...” Notei então, que eu ainda não sabia seu nome. “Desculpe-me, estou sendo rude. Eu não sei o seu nome, e nem mesmo me apresentei.”

Trouxe sua mão até meus lábios.

“Eu sou Noah, Noah Hirsch. É um prazer conhecê-la... Apesar das circunstâncias.”

Ela sorriu e corou, e eu tive que usar todo o meu auto controle pra não tocar seu rosto.

“Sophie.” Ela respondeu suavemente.

“Olá Sophie. Como você está se sentindo?” Toquei sua cabeça suavemente, procurando por alguma fratura “Dói?”

“Você é médico?” Ela perguntou.
Sua mão segurou a minha atrás de sua cabeça, e meu coração perdeu uma batida com a suavidade do seu toque.

Ela se apoiou pra se levantar e eu ameacei detê-la, mas fui interrompido

“Eu estou bem, de verdade. Eu só quero me sentar. Tem um exemplar de “Orgulho e Preconceito” na minha coluna.”
Eu sorri enquanto a ajudava .

“E eu não sou médico, a propósito.” Esclareci.
Sophie se sentou apoiada na estante.

“Eu sou o engenheiro da obra do novo shopping da cidade. Estou aqui apenas a apenas alguns dias.”
Ela pareceu analisar o que eu dizia, distraída.

“Sophie?” Eu chamei, e seus olhos se voltaram para meu rosto. “Você gostaria que eu ligasse pra alguém ou...?”

“Não!” Ela respondeu rapidamente. “Na verdade meu... amigo, deve chegar a qualquer momento.”

“Seu amigo, claro.” Repeti debilmente.

É óbvio, minha mente me estapeou; Como se houvesse a chance de uma garota como essa estar sozinha... ou como se houvesse a chance de existir outra garota como essa.
Porque isso era algo que eu tinha certeza, no instante em que eu a vi na ponta dos pés tentando alcançar aquele sino na maldita porta desse lugar - eu sabia que ela era única.

“É claro.” Respondi novamente, me levantando. “Você quer que eu...”

“Não, por favor.” Ela estendeu a mão em minha direção, recolhendo-a assim que percebeu o que havia feito. “Você poderia ficar aqui? Você nem tem que conversar comigo ou nada. Eu só não quero ficar sozinha.”

Seus olhos caíram dos meus para seu colo, como se ela confessasse alguma fraqueza.
Corri os dedos pelo cabelo, desesperado para confortá-la - desesperado pra entender porque eu queria tanto ficar.

“Não tem problema.” Falei finalmente. “O Osvaldo pode entrar?”

“Osvaldo?” Ela disse sorrindo pra mim.

Andei em direção a porta e a abri, soltando a guia de Osvaldo do poste na rua.
Ele entrou correndo, direto para Sophie.

“OSVALDO, NÃO!”

É claro que, como sempre, ele não me ouviu.
Quando consegui alcançá-lo, ele já era todo patas e língua sobre Sophie.

Maldito cachorro sortudo.

“Me desculpe.”
Eu implorei, tentando tirá-lo de cima dela.

Sophie ria, preenchendo todo o lugar.

“Eu não me importo.” Ela disse afagando a cabeça dele. “Olá você! Você é um bichinho carinhoso, não é?”

Osvaldo gemeu e se derreteu no colo de Sophie.
Eu ri e me sentei á frente dela.

“Um bichinho carente, você quer dizer.”

“Não fale assim, ele é tão fofo!” Ela riu comigo.

“Está aí um adjetivo que não se aplica ao Osvaldo.” Falei.

“Esse é um nome e tanto.” Ela disse, meu cachorro já adormecido em seu colo. “Eu realmente espero que exista uma história e tanto por trás dele.”

Eu me vi então, sentado no chão de uma livraria qualquer, numa cidade qualquer explicando a uma garota que eu nunca havia visto na vida, toda a minha história.
Como era a vida na estrada, mudando o tempo todo e como eu tinha sorte de ter Osvaldo comigo.
A falta que eu sentia de casa, principalmente de minha avó, e como ela havia cuidado de mim desde o dia que eu perdi meus pais - como ela cuidava de mim até hoje.
A saudades que eu sentia de meus pais, e como isso era algo que nunca se apagava dentro do meu peito.

Eu nunca havia falado tanto sobre mim.
Pra ser sincero, eu nunca havia falado tanto sobre qualquer coisa.

Perdi a noção do tempo, enquanto observava seu rosto reagir a cada pequeno detalhe do que eu dizia – Sophie era uma platéia e tanto.
Seus olhos pareciam espelhar todo pensamento que passava pela sua cabeça. Ela conseguia até sorrir com eles; Isso era algo que eu nunca havia visto.

“Você sorri com os olhos.”
Falei, esticando a mão automaticamente pra tocar a ruguinha que se formava no canto de seu rosto.
Sophie abaixou o olhar, corando.

“Meu irmão sempre me diz isso.” Ela correu a mão pelos cabelos loiros, soltando mais alguns fios. “Diz que qualquer coisa que eu pense, vai estar estampado na minha cara no instante seguinte.”

“Ele está certo.” Concordei com um sorriso. “Você só tem um irmão?”
Perguntei, querendo saber mais dela - querendo saber mais de qualquer coisa que me contasse a história daqueles olhos verdes.

“Não, na verdade...” Ela parou de falar e meneou a cabeça, sorrindo. “Nada disso , eu não sou o assunto hoje. Todo mundo sabe demais sobre a minha vida, você é a novidade.”

“Tudo bem.” Concordei, me divertindo. “E o que mais posso fazer por você?”
Sophie sorriu, e pensou por um momento.

“Bem... Você pode começar me dizendo o que veio fazer aqui.”
Ergui uma sobrancelha.

“Eu já te disse isso.” Esclareci. “Eu sou o engenheiro da...”

“Não... Aqui na livraria.”

“Ah...” Acenei em compreensão. “Nada, na verdade.”
Não era uma mentira completa, eu realmente não planejei fazer nada ali; Eu nem ao menos planejei estar ali.

“Procurando algum livro bom, talvez.”
Sophie franziu o nariz.

“Você não me parece um bom leitor.”

“Como?” Exclamei, falsamente ofendido, e ela sorriu – aquele sorriso. “Pois fique sabendo mocinha que eu sou um ótimo leitor.”

“Ok, então.” Sophie falou ainda sorrindo. “Como eu posso te ajudar? Você procura por algo específico?”

Me esforcei pra lembrar a última coisa que havia lido.

Quadribol através dos séculos, não parecia um bom tópico de conversa com uma garota.
Metódos os elementos finitos em análises estruturais também não.

“Algo clássico.” Sorri convencido. “Me divirta.”
Sophie correu os olhos pela loja, até parar nos livros caídos ao seu redor.

Sua mão se esquivou de Osvaldo – apagado e aninhado em seu colo – se esticando para alcançar a edição de “Orgulho e Preconceito” que havia estado em suas costas anteriormente.

Eu não fui capaz de segurar a gargalhada.

“Coincidentemente” Ela começou. “Eu acabei de receber essa belíssima edição do clássico de Jane Austen.”
Sophie exibiu o livro pra mim, e eu me arrastei até estar sentado a seu lado, encostado nas prateleiras também.

“Se você é um apreciador de Jane Austen, obviamente.” Ela completou.

Eu peguei o livro, folheando e sorri pra ela.

“E quem não é?” Fechei o livro e o devolvi. “Eu vou levar.”

“É seu, então.” Ela me entregou de volta.

“De forma alguma” – Eu tentei devolver o livro à Sophie. “Eu insisto, eu vou pagar por ele.”

“Não, eu não vou deixar!” Ela falou. “Pense nele como... uma lembrança do nosso primeiro encontro.”

“E isso é um encontro?” Perguntei, rezando pra que minha voz não estivesse impregnada com a intensidade do que eu senti.

“Passar a tarde sentada no chão da minha livraria com um completo estranho?” Sophie sorriu “Definitivamente!”

Eu também sorri - eu fazia isso muito ao redor dela.
Nós ficamos em silêncio por alguns segundos, e a música se transformou de um rock suave em alguns acordes conhecidos no violão.

“If heaven and hell decide that they both are satisfied… Illuminate the no's on their vacancy signs. If there's no one beside you, when your soul embarks, then I'll follow you into the dark."

Ela suspirou e apoiou a cabeça na estante às suas costas, fechando os olhos.

“Eu adoro essa música.”
Eu percebi que a encarava obsessivamente, e me forcei a desviar o olhar, lembrando meus bons modos.

É rude encara as pessoas. Mesmo quando elas são encantadoras assim. É rude encarar as pessoas!

“Eu não gosto dessa canção.” Falei. “Ela destoa de todas as outras desse álbum.”
Quando voltei a olhar para Sophie, ela me encarava boquiaberta.

Levou um minuto inteiro pra que ela conseguisse falar.

“Bem, você usa drogas, obviamente. É uma pergunta a menos que tenho para te fazer.”
Devolvi seu olhar boquiaberto, mas antes que eu pudesse formular uma resposta á altura, Sophie voltou a tagarelar.

“E que infernos você acha que entende de música pra falar uma asneira dessas?”
A garota tinha coragem.

“O suficiente pra entender que por mais que uma banda seja boa, algumas músicas simplesmente não são.”

“Ok, é oficial.” Ela falou, uma expressão ofendida no rosto. “Isso não é um encontro. Eu não saio com pessoas musicalmente deficientes.”
Cara, a garota realmente tinha coragem!

“Você é... Bem atrevida.”
Sophie esticou a mão na frente do meu rosto.

“Eu não estou conversando com você. Você poderia mandar ele calar a boca?”
Foi só aí que eu percebi que havia alguém conosco.

Eu me levantei rapidamente, e olhei para o homem que nos encarava, com um meio sorriso divertido no rosto.

“Claro.” Ele falou. “Assim que souber quem ele é e o que vocês estão fazendo no chão.”

Olhei novamente pra Sophie que ainda não olhava pra mim.
Ela suspirou impacientemente, e falou num fôlego só.

“Resumindo: Eu caí da escada, Noah não me deixou levantar porque ele acha que eu quebrei o pescoço ou o que seja, e te a ousadia de me falar que “I Will Follow You Into The Dark” não é uma boa música!”

“Eu não disse isso.” Eu assinalei.

“Yeah, certo.” Ela finalmente me olhou. “Ele disse que a banda era boa, mas a música não.”
Ela parecia tão zangada, e ela ficava tão incrivelmente adorável assim, que eu tive que sorrir.

“Sophie, meu amor, você está bem?” O homem se abaixou até ela, correndo as mãos pela cabeça de Sophie, pelos braços, enquanto a examinava.
Eu desviei o olhar.

“É claro que não!” Ela exasperou, bufando logo depois. “Você ouviu uma palavra do que eu disse?”

“Após a frase “eu caí da escada”, eu parei de ouvir a baboseira.”
Ela pareceu finalmente entender.

“Ah, isso. Eu estou bem.”
Ele não pareceu acreditar e Sophie repetiu.

“Eu estou bem, Taylor. De verdade.” Ela sorriu. “Foi tudo um grande exagero.”

“Ela ficou inconsciente por alguns segundos.”
Falei, ganhando um olhar mortal de Sophie.

“Nós definitivamente vamos ao hospital.” Ele disse.

“Teimosia é por acaso característica dominante do sexo masculino?” Sophie gemeu. “Você é médico. O que nós vamos fazer lá, que não podemos fazer aqui?”

“Uh, pervertida.” Ele respondeu em tom de brincadeira, enquanto a ajudava a levantar.
E essa era minha deixa.
Chamei por Osvaldo, encaixando sua guia na coleira.

“Eu tenho que ir.” Falei, já caminhando em direção a saída. “Você deveria ouvi-lo.”
Apontei para o rapaz ao seu lado.

“Lição número um dessa cidade Noah: nunca escute o idiota aqui.” Ele sorriu, se aproximando dela e a beijou no rosto.

“Ela já está xingando. Ela está bem.”
Sophie sorriu e olhou pra mim.

“Noah, não vá ainda.”

“Eu tenho que deixar Osvaldo em casa antes de ir à obra.”
Trabalho. Foi isso o que me trouxe até aqui, é nisso que deveria me focar.

“Mas é sábado...” Sophie franziu o cenho.
Abri a porta antes de responder.

“Sempre alerta... Faça chuva ou faça sol... Você sabe.” Brinquei.

“Vocês não tem um lema próprio para engenheiros? Isso é triste.” Eu sorri pra ela, antes de puxar Osvaldo para a calçada.

“Talvez você devesse pensar em algo pra nós.” Falei, antes de seguir meu caminho. “Vejo vocês por aí.”

Fazendo o caminho de volta à meu apartamento, tentei desligar minha mente que ainda repassava os acontecimentos dessa tarde.

Sair pra almoçar, conhecer uma garçonete bonita, gostar da cidade.
Ver a garota mais adorável desse planeta, esquecer o nome da garçonete bonita, boa comida.
Entrar na livraria da garota, vê-la cair da escada, descobrir que ela era mais adorável ainda.
Ouvir sua voz, sentir seu cheiro, ganhar um livro e discutir com a garota; Perceber que ela é melhor do que minha imaginação podia prever.
Começar a acreditar que algo podia dar certo com ela, descobrir que ela já tinha alguém, fugir da livraria deixando seu livro novo pra trás.

Não gostar mais tanto da cidade assim.

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- O título do capítulo vem da música "Jolene" de Ray Lamontagne

- A música sobre a qual Noah e Sophie discutem é "I Will Follow You into The Dark" do Death Cab For Cutie.

- "Sempre alerta" se refere ao lema dos escoteiros, e "Faça chuva ou Faça Sol" ao lema dos carteiros. Daí a brincadeira de Sophie sobre os engenheiros não terem um lema próprio.

Nota da autora: Vocês ainda me amam? Vocês confiam em mim?



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